constelação de memórias

No dia 20 de Julho vou lançar o meu primeiro livro.

Collection of Everything é um livro de poesia e fotografia que colige, de uma maneira leve e criativa, uma fracção do meu trabalho dos últimos tempos.
Como o próprio título indica, o livro está em língua inglesa!



Collection of Everything reúne poemas em Inglês que tenho vindo a escrever no último ano com uma selecção de fotografias que tenho tirado, algumas ainda de 2011.
No dia 20 de Julho o livro passará a estar disponível na Amazon, loja internacional online, e isso significa que qualquer pessoa, em qualquer parte do Mundo, poderá encomendá-lo através da Internet!


Utilizei um processo de auto-publicação para que o meu livro pudesse atingir mais e maiores superfícies em todo o Mundo, principalmente por estar em Inglês!



Collection of Everything, by Rebeca R. Couto
20 de Julho de 2016

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Se há coisa que aprendi com a minha mãe e de que nunca me esquecerei é que o respeito não é algo que se deva ou cobre.
Da mesma maneira que o respeito não se deve nem se cobra a ninguém, o respeito também não é algo que se dá nem recebe.
O respeito é, sim, uma condição, um patamar que se atinge. É como um espaço psicológico em que circulamos, um lugar onde a nossa pessoa habita, em que o respeito em si deixa de ser uma acção, para passar a ser um estrato atmosférico, um ar que se inala e exala. E quem dessa atmosfera respira vive em respeito, o que resultará, inevitavelmente, em respeitar os outros, e em ser respeitado, sem a necessidade de o pedir nem de lutar por isso.
Note-se: a utilização da palavra "estrato" em nada se relaciona com estatuto social ou económico, aspecto físico, nem mesmo opiniões, crenças, ou estilos de vida. Este estrato é um lugar totalmente acessível a qualquer um.
E talvez por isso é que exista a expressão "dar-se ao respeito", e por isso é que gosto dela.
O respeitar, em si, não é a parte activa; a parte activa é o passo antes de demonstrar respeito e ser respeitado. A acção está no trabalho pessoal e interpessoal feito por nós para atingir a condição de respeito, e estará também no momento em que nos entregarmos a esse estado, isto é, quando "nos dermos ao respeito". E o "demonstrar respeito e ser respeitado" virá, então, quase passivamente.
O mais trabalhoso de toda a parte activa é o tal trabalho pessoal e interpessoal. A verdade é que este é um trabalho demorado porque envolve principalmente o moldar da personalidade e o adequar das ideologias, princípios, e valores, e também requer um grande amor ao próximo assim como a si mesmo. Ser uma pessoa de respeito requer respirar e transpirar valores como o apreço, a consideração - e isto não é gostar da pessoa, mas é reconhecer nela o valor que ela tem, e que é o mesmo que o nosso. Ser uma pessoa de respeito requer características como a assertividade, a longanimidade, o auto-controle, o saber quando argumentar e quando calar, entre muitas outras. Ser uma pessoa de respeito requer fazer compromissos como amar o outro - e volto a dizer: isto não significa, necessariamente, gostar do outro.
Estando neste caminho, chegará um momento em que será inevitável dar-nos a esta atmosfera, integrá-la, confiando que não mais precisaremos de dar nem receber justificações de ninguém, pois dar-nos ao patamar do respeito inclui aceitar que qualquer outro ser vivo, independentemente de seja o que for, é tão digno deste ar como nós. E isso não é fácil.
Todo esse esforço, por nossa parte, será contra-natura, porque o nosso eu, para além de querer ser respeitado a todo e qualquer custo, não quer, por norma, ser respeitoso em relação a coisas que o contradigam ou incomodem.

Não concordo com os dicionários na definição de respeito.
Tenho visto que respeitar não é concordar, não é obedecer, não é ser submisso, nem sequer é tolerar, no sentido da palavra em que o sujeito tolerante não se sente incomodado pela acção do tolerado. Sim, porque, notícia de última hora: é possível sentir-se incomodado por algo e, mesmo assim, respeitar. Nem sequer debater educadamente sobre um assunto significa que se respeite o assunto ou a pessoa com quem se debate. E, tal como é possível respeitar sem concordar, também é possível obedecer e ser submisso sem, no fundo, respeitar.

Por isso é que o atingir do estado de respeito é trabalhoso e difícil, e é por isso que respeitar e ser respeitado é  uma raridade hoje em dia. Nos dias de hoje, o respeito é visto, concebido, e definido da maneira errada.
A parte mais custosa de respeitar não é aquele momento em que o respeito é necessário; é, sim, o chegar ao patamar em que se é, continuamente e por natureza, uma pessoa de respeito.
E essa caminhada, que foi iniciada aquando do nosso primeiro conceito sabido na vida, e que nunca deixaremos de caminhar até ao nosso último pensamento, essa caminhada, e essa entrega à condição de respeito, tudo isso é que é o verdadeiro respeitar e fazer-se ser respeitado.

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Quem não sabe que a curiosidade matou o gato?
Costumamos utilizar esta expressão como sendo um provérbio português quando queremos alertar alguém sobre as consequências de ultrapassar os limites ou "meter o nariz onde não somos chamados".

A verdade é que a versão original deste provérbio é "a preocupação matou o gato", e isto enfatizava as consequências de viver preocupado, dizendo que até o gato, conhecido por sobreviver a tudo e escapar-se de toda e qualquer alhada, pode acabar por ver as suas 9 vidas levadas pela preocupação.
A primeira utilização desta expressão é atribuída a Ben Jonson, em Every Man in his Humour, em 1598.

No entanto, com o passar do tempo, esta expressão sofreu algumas alterações, e a verdade é que pouca gente conhece a sua totalidade. Outra vez, o dizer apenas metade da citação acaba por alterar (drasticamente) o seu significado, e, de certa forma, torna-se numa descontextualização por conveniência...
Por isso, fiquemos a conhecer a verdadeira versão moderna deste provérbio que, afinal, não é originalmente português:

"A curiosidade matou o gato, mas a satisfação trouxe-o de volta."

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Que a criança acredite que tem algum problema mental ou atraso no desenvolvimento é pior e muito mais debilitante do que se ela tiver, de facto, algum problema mental ou atraso no desenvolvimento.
Não deixem que a criança sinta que ser diferente é ser anormal, ou que ser pior que os outros em alguma coisa significa ser atrasado. Porque essa não é a verdade.
Nem somos todos produtos de fábrica nem somos todos "divas especiais". Somos como flocos de neve: somos todos da mesma matéria, sensivelmente da mesma origem, e com objectivamente o mesmo destino. Mas somos todos únicos.

Ensinem isto à criança: ela é especial, e, ao mesmo tempo, igual a todos os outros, porque somos todos especiais. Ninguém merece tratamento melhor que ninguém porque todos merecemos o melhor tratamento possível. Ninguém precisa de mais atenção que o outro; alguns precisam de mais ajuda, mas todos necessitam a mesma atenção, carinho, e dedicação.
Ensinem isto à criança: ela nunca será capaz de exactamente a mesma coisa que mais ninguém, porque será capaz de algumas outras coisas como mais ninguém. Ensinem-lhe que as suas capacidades serão diferentes das dos outros, e que, por vezes, ela não conseguirá mostrar isso a quem estiver a ver. Por vezes, ela será avaliada em coisas nas quais não se sai tão bem quanto o outro, ou em coisas nas quais se sai melhor do que qualquer um.
E ensinem-lhe isto: que isso aconteça não significa que nem ela nem o outro tenha algum problema. Não é motivo para se abater nem para se insuflar. Ensinem-lhe que problemas todos temos, e que também é dada a cada um a capacidade de resolver os seus.

Certifiquem-se de que a criança sabe que as diferenças, facilidades, e dificuldades, não são motivos nem para a indiferenciação nem para a sobrevalorização da diferença. Mostrem-lhe que tudo é motivo para aprender, ensinar, crescer, e aproveitar, e que essa é uma das melhores partes de se ser Humano.

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Just the other day, a good friend of mine who's an atheist came up to me with this: the Epicurean Paradox. I must admit that I had never seen this "riddle", but many people ask me questions that relate directly to it. To be honest, the person who showed it to me is one of the few people with whom I enjoy having conversations about our beliefs, because he uses his intelligence; he bases his opinions on trustworthy information and on his own beliefs, not on his feelings; he argues with actual logic, not just a there-can't-be-a-God mindset; when he asks questions, he doesn't do it to provoke me, and really cares about the answer; and he's open to at least understand the facts about what I believe in, even if he doesn't agree with me when it comes to faith.

    I must warn you to begin with that my answer didn't make him start believing God, he wasn't suddenly converted into a believer. But he was more informed, and I'm so glad I was able to clarify this matter for him, from a theist point of view. 

    He presented me with the Paradox, and I don't think my answer now would be as good as it was then, so I'll just copy and paste that part of the conversation!


    Friend: "If God is willing to prevent evil, but is not able to,
    Then he is not omnipotent.
    If he is able, but not willing,
    Then he is malevolent.
    If he is both able and willing,
    Then whence cometh evil?
    If He is neither able nor willing,
    Then why call Him God?"

    Me: Want the answer?

    Friend: Sure! It's a paradox, but... you can give an answer

    Me: It's the third one. He is able and willing to any time. But he doesn't.
    And it's not paradoxal, you know why?

    Friend: Why?

    Me
    : Because the evil doesn't come from Him. It comes from our choice to disobey. And that choice comes from our free will. And if we have free will, God will give us the freedom to make choices and get the consequences. Good choices bring good consequences, bad choices bring bad consequences. But depriving us from both the options and the consequences would be depriving us from our own freedom and will. And God doesn't want that. He wants us to keep the freedom and will that He gave us, so that nobody is forced to follow Him and nobody is forced to distance themselves from Him.
    He wants everything we to do be heartfelt and our own decision.

    And this is what I got from my Friend:
    *slams my hands on the table*
    now that is a good argument
    something I can look at and understand from your point of view!


~


Now I would just like to add two or three things as attatchements to what I said. I don't consider them to be essential to the refutation of the so called paradox, but it might be interesting if you feel like knowing more about my opinion, because there's a lot more to it. :)
  • When I said that evil comes from our choice to disobey, I would just like to add to my point of view that, as I mention and explain Free Will, people may also come to mention the Devil. I do believe Satan exists, and that he is the father of evil, the "father of lies". Why?, you ask. And doesn't that mean evil comes from him, then? Well, based on the Bible, it's this simple: he became the "father of evil" because, in the beggining, he chose to disobey God. Lucifer chose to envy and try to decieve God, which goes agains God's perfect, omniscient, and loving nature. He was the first sinner, hence calling him the father of sin: sin is anything that goes against God's nature. In other words, sinning is disobeying God, going against Him. Now, by choosing to do the same as what Lucifer did in the beginning, we become not the father of sin, but sinners. If we don't repent our sins and choose to change, we will be choosing to not follow God. And as a consequence, we'll be followers of Satan: because, if we don't repent rebelling against God, it will be our choice to part ourselves from His nature, and evil is the only nature that will go with ours. So, about evil, it all comes down to when you choose to disobey God.
  • The second thing I can add is that, by saying that each choice has its consequences, I must remind you that we live in comunity, we are social beings. Our actions often don't only concern ourselves. It's just like when you were a kid, in class, or with your siblings: one does it, everyone pays for/benefits from it, whether it's a good or a bad thing. Remember that time when somebody had a serious car accident, out of nowhere, that wasn't their fault? Maybe it was because of the other person's choice to be irresponsible, get drunk, and text while they were driving. Why are so many people dying of hunger in Africa? May I remind you of their corrupt government, filled with people who are greedy, selfish, power-thirsty, ect, ect? Free will, people, free will! You have it too, so why don't you go there and help solve the problem? 
  • This way I can conclude that God has many ways of working: the main one is through us! Everyday God is helping people fight evil, but he won't do so unless we choose that that is what we want! And sometimes, evil, the things that are against God's nature, are much more alluring than children dying in Africa. Gluttony, adultery, gossips, envy, lying, these are a few examples of things that sometimes "feel right" or "not that bad because of this and that", but are evil because they're against God's nature of self-control, Truth, loyalty, honesty, Love. But that's the thing: he won't help us fight the evil if evil things are what we actually want! Again, He wants everything we to do be heartfelt and our own decision! On the other hand, if we choose to live righteously before His eyes, follow Him, and let Him take action in our lives, He will help us, and he will use us to help others, because he is able to, and willing to, any time.

I hope this is helpful in whatever way to anyone who reads it. Have any questions or comments? Leave them in the comments section!


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Tenho sido muitas vezes confrontada com esta questão, seja indirectamente (pelas notícias, textos de opinião ou posts de Facebook) ou directamente (quando fui questionada por amigos que queriam conhecer a minha opinião sobre o assunto).
É doença mental ou machismo?
Compreendo ambos os lados. Não quero entrar no tópico de política, então vou tratar o assunto apenas consoante a pergunta que foi formulada.
Como premissa inicial, faço das palavras do professor Antero Ávila as minhas: "Educação séria e exigente é o que falta. Quando não há, paga-se caro. Basta uma geração."

Não concordo que o problema seja doença mental (embora devamos admitir que às vezes distúrbios estão envolvidos). É muito mais que isso, não é uma questão de saúde mental, considero uma questão de saúde moral. Mas também não acho que o machismo seja o problema. O machismo é UM (grande) problema.
Na minha opinião, o estupro não é apenas um atentado contra o género, porque ambos os géneros são estuprados (esqueçam o facto de que mais mulheres são vítimas), e também não acredito que seja um atentado contra o género em si porque as vítimas nem sempre são do género oposto do estuprador; vejo no estupro um atentado contra a Vida. O facto de haver mulheres estupradoras e até mesmo estupradores homossexuais prova que o problema não é apenas o machismo. Ele é, sim, um grande factor, e por isso é que a versão predominante deste crime é homem estupra mulher, mas não é a única versão existente; imaginem comigo: num Pie Chart, o Machismo seria "apenas" uma grande fatia no círculo dos Factores Que Levam Alguém a Pensar que Não Faz Mal Estuprar. Maior parte dos homens, se não practicamente todos, estupram porque foram educados com ideologias machistas, pensemos nisso como a versão dos géneros do Machismo. Ideologias que lhe ensinaram que homem > mulher, mulher = propriedade do homem, ser homem é melhor que ser mulher, a mulher deve obedecer incondicionalmente ao homem, a mulher tem pouca utilidade na sociedade, etc todas essas tretas que (infelizmente) conhecemos. Mas então e as mulheres esupradoras? Então e os estupradores homossexuais?; incluindo pedófilos? Raios, até estupradores de animais, sei lá, bestialidade também é um problema!, e todas as outras nojices possíveis que o Homem usa a sua criatividade para inventar? Bom, amigos, na minha opinião, o que faltou aos estupradores, a todos eles, incluindo os machistas, foi educação. Voltanto aos diagramas, creio que o que realmente se passa aqui é como um diagrama de Venn: o Machismo e o Estupro intersectam-se, estão muitas vezes associados e têm muito em comum; mas pertencem ambos a um círculo maior, intitulado de Consequências da Ausência de uma Boa Educação Moral e Ética. Mas que educação? Na minha opinião, faltou aprender o(s) valor(es) da Vida. Até porque, para fazer coisas destas, como por exemplo o estupro, é preciso ter pouca consideração pela sua própria Vida também; aparentemente, muitos deles acham que alguém só terá intimidade com eles se for forçado a isso. Vejo nos estupradores, e em todos eles, homens ou mulheres, uma forte ausência de respeito, ausência de respeito pelo seu corpo, pelo corpo do outro (outro que pode ser de qualquer género), não há respeito pela vontade do outro, pela Vida do outro, pelo presente e futuro do outro, há falta de amor pelo próximo, vejo ausência de noção de limites, vejo muita falta de valores como empatia, paciência, auto-controle a vários níveis, vejo a desvalorização do acto sexual (que é tão precioso e especial, e hoje está na via-rápida para a banalização), vejo falta de universalização dos seus princípios, por outras palavras, eles não agem da maneira que seria bom que todos agissem (hoje em dia esta é uma questão em crise, estamos em vias de perder o código ético e moral universal por causa disto), enfim. São coisas que não vêm da tão invocada "sociedade", vêm da educação em casa, e quem sabe até na escola, porque todos nós somos a sociedade. Mas tem que ser uma educação séria, profunda, e rigorosa. Há que dedicar tempo e esforço aos filhos. Na verdade, a falta de ensinamentos como estes também é o que dá origem ao machismo, por isso concluo que esta é a verdadeira raíz do(s) problema(s). Nessa nota, deixo registado que o homem não tem que ser ensinado a respeitar a mulher; tem que ser ensinado a respeitar todo o ser Humano por igual pois todos os seres Humanos têm o mesmo valor. Os géneros são fisiologicamente e emocionalmente diferentes, então é verdade que a maneira de lidar com um e outro podem e devem muitas vezes ser diferentes (nós somos diferentes. Digam o que disserem, é biológico: temos diferenças, há que aceitar quem somos :) ), mas o respeito é por todos, e é igual. Por estas razões, reforço a minha conclusão: a pessoa que estupra não obteve validação no machismo; acredito, sim, que tanto os machistas (e seu equivalente feminino) como os estupradores obtiveram a sua validação na ausência de ensinamentos como os que eu enumerei. Assim, vejo nos estupradores uma série de coisas, francamente, muito mais profundas que doença mental ou até mesmo falta de respeito pelo género oposto, ainda que ambos possam existir. Os estupradores descem a um nível muito mais grave e profundo; eles perdem o respeito pela Vida.
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Na área do ensino, seja na escola, seja em casa, seja onde for, corre-se o sério risco de levar os aprendizes a fazer o que devem fazer não por gosto ou motivação, mas por medo.
Medo do que poderá acontecer se não o fizerem.
Medo das reacções dos outros se aquilo não aparecer feito.
Corre-se o risco de levá-los a fazer um bom trabalho não por dedicação nem vontade de dar o melhor em tudo quanto se faz, mas por medo.
Medo do que lhes será dito se não forem excelentes.
Medo de sofrerem algum castigo ou inferiorização.
Medo de serem excluídos.
Medo de não serem apreciados.
Medo de serem esquecidos.
Deveríamos incentivar a fazer por querer, e não por não querer não fazer.


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Uma jovem dos Açores.
Sou coleccionadora de memórias, e aqui está a minha constelação.

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