constelação de memórias



I G U A L D A D E
Será que igualdade significa dar tratamento igual a todos, ou tratar todos como iguais?

Na verdade, sim, vejo diferença em ambas essas situações.




Este é um cartoon com que me deparei há alguns anos, numa aula de filosofia.

Hoje, atrevo-me a reformular esta imagem, dizendo que o cenário da direita representa, na verdade, igualdade; representa justiça e igualdade. Assim, a meu ver, o da esquerda é, afinal, uma representação de um conceito errado de igualdade, que é, infelizmente, um dos ideais mais comuns do tratamento ao outro hoje em dia, que tem passado camuflado de igualdade: a indiferenciação.

Como podemos ver, no cenário que a ilustração representa como sendo igualdade, a todos lhes foi dado uma caixa do mesmo tamanho para que pudessem ver um jogo para além da vedação. O problema é que todos têm tamanhos diferentes, e a caixa igual acabou por deixar todos em posições diferentes. Na minha opinião, embora isso seja a igualdade no tratamento, não é a verdadeira e ideal igualdade, pois, no fim, todos mantiveram os problemas que se originavam das suas diferenças.

Passo a explicar: creio que a igualdade que se pretende atingir é mais uma simbiose da celebração dos aspectos positivos da diferença com a solução dos problemas que esta origina. Assim, como ilustrado no cartoon, o tratamento igual a todos não é igualdade. Porquê, exactamente?

O tratamento igual a todos provém de uma espécie de preguiça moral. Noto que quem idealiza dar tratamento igual a todos os indivíduos não reconhece o valor único que cada sujeito tem, e ignora as necessidades pessoais de cada um. É que necessidades diferentes requerem diferentes abordagens. Quem aborda todos os problemas do mesmo modo, coloca todos no mesmo saco, julgando que isso significará ser imparcial e justo. No entanto, termina em tudo menos justiça, e é, no fundo, um desrespeite de quem o outro é. Dar o mesmo tratamento a todos é a verdadeira indiferenciação, que resulta, então, em injustiça, e isso o cartoon já mostrou (embora chamando a indiferenciação de igualdade).

Agora vou mais além, e digo que a igualdade deve estar sempre associada à justiça. No entanto, isso é difícil de entender hoje em dia, num tempo em que a igualdade é tão comummente mal interpretada.

Daí a minha pergunta original: será a igualdade tratar todos por igual, ou tratar todos como iguais?

Tendo já concluído que a primeira opção não corresponde a igualdade, e sim a indiferenciação, quero agora explorar rapidamente a segunda situação, que acredito ser a verdadeira igualdade. Então, qual é a diferença entre tratar todos por igual e tratar todos como iguais?

A verdade é que a primeira situação do cartoon é enganosa. Facilmente se conclui que, ao dar o mesmo tratamento a todos, se está a tratar todos como iguais. Mas, na minha opinião, tratar todos como iguais vai muito mais além do que aquilo que se vê a olho nu. E aqui está a diferença: tratar todos como iguais não significa ver todos como se tivessem a mesma altura; e sim reconhecer que todos têm alturas diferentes, e todos têm direito a ver o jogo da mesma altura.

E aqui é que "a porca torce o rabo". Porque a verdade é que as pessoas não têm a mesma altura. Não se pode tratar todos por igual em aspectos em que ninguém é igual. Todos começamos iguais, mas crescemos, evoluimos até tornar-nos todos diferentes em aparência, personalidade, memórias, sonhos, desejos, pontos de vista, enfim, podemos resumir tudo isso àqueles três grandes pontos que moldam a cada ser humano de maneira diferente: hereditariedade, educação, e meio envolvente. Há que reconhecer essas diferenças, pois isso é crucial para que haja justiça. Tratar as pessoas com justiça é tratá-las tendo em conta essas diferenças. Tratá-las com igualdade é tratá-las tendo em mente o facto de que, antes e para além dessas diferenças, somos todos iguais. E, na minha opinião, ambos esses conceitos podem e devem ser praticados em conjunto. Mas para chegar aí, há que expandir a mente de duas formas. Há que expandi-la de modo a perceber que, como espécie, somos todos iguais, e expandir a mente também para conseguir copular os dois pensamentos: como espécie, somos todos iguais, e como indivíduos, não há duas pessoas iguais.

Quando se consegue pensar assim, atinge-se o segundo contexto do cartoon: aquilo que eu disse que representava a justiça e a igualdade.

Nessa situação, rejeita-se a indiferenciação ao reconhecer que todos têm características diferentes, sendo, assim, justos para cada um, e pratica-se a igualdade porque se reconhece e respeita em cada um o valor de uma vida, e se lhes dá a possibilidade de experimentar a realidade do mesmo modo. Não com as mesmas ferramentas, mas com as ferramentas adequadas, que lhes permitam aproveitar a vida ao máximo e do melhor modo, sem deixar de ser quem são. Assim, praticando a verdadeira igualdade e justiça, cada um será a melhor versão de si mesmo.
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Se há coisa que aprendi com a minha mãe e de que nunca me esquecerei é que o respeito não é algo que se deva ou cobre.
Da mesma maneira que o respeito não se deve nem se cobra a ninguém, o respeito também não é algo que se dá nem recebe.
O respeito é, sim, uma condição, um patamar que se atinge. É como um espaço psicológico em que circulamos, um lugar onde a nossa pessoa habita, em que o respeito em si deixa de ser uma acção, para passar a ser um estrato atmosférico, um ar que se inala e exala. E quem dessa atmosfera respira vive em respeito, o que resultará, inevitavelmente, em respeitar os outros, e em ser respeitado, sem a necessidade de o pedir nem de lutar por isso.
Note-se: a utilização da palavra "estrato" em nada se relaciona com estatuto social ou económico, aspecto físico, nem mesmo opiniões, crenças, ou estilos de vida. Este estrato é um lugar totalmente acessível a qualquer um.
E talvez por isso é que exista a expressão "dar-se ao respeito", e por isso é que gosto dela.
O respeitar, em si, não é a parte activa; a parte activa é o passo antes de demonstrar respeito e ser respeitado. A acção está no trabalho pessoal e interpessoal feito por nós para atingir a condição de respeito, e estará também no momento em que nos entregarmos a esse estado, isto é, quando "nos dermos ao respeito". E o "demonstrar respeito e ser respeitado" virá, então, quase passivamente.
O mais trabalhoso de toda a parte activa é o tal trabalho pessoal e interpessoal. A verdade é que este é um trabalho demorado porque envolve principalmente o moldar da personalidade e o adequar das ideologias, princípios, e valores, e também requer um grande amor ao próximo assim como a si mesmo. Ser uma pessoa de respeito requer respirar e transpirar valores como o apreço, a consideração - e isto não é gostar da pessoa, mas é reconhecer nela o valor que ela tem, e que é o mesmo que o nosso. Ser uma pessoa de respeito requer características como a assertividade, a longanimidade, o auto-controle, o saber quando argumentar e quando calar, entre muitas outras. Ser uma pessoa de respeito requer fazer compromissos como amar o outro - e volto a dizer: isto não significa, necessariamente, gostar do outro.
Estando neste caminho, chegará um momento em que será inevitável dar-nos a esta atmosfera, integrá-la, confiando que não mais precisaremos de dar nem receber justificações de ninguém, pois dar-nos ao patamar do respeito inclui aceitar que qualquer outro ser vivo, independentemente de seja o que for, é tão digno deste ar como nós. E isso não é fácil.
Todo esse esforço, por nossa parte, será contra-natura, porque o nosso eu, para além de querer ser respeitado a todo e qualquer custo, não quer, por norma, ser respeitoso em relação a coisas que o contradigam ou incomodem.

Não concordo com os dicionários na definição de respeito.
Tenho visto que respeitar não é concordar, não é obedecer, não é ser submisso, nem sequer é tolerar, no sentido da palavra em que o sujeito tolerante não se sente incomodado pela acção do tolerado. Sim, porque, notícia de última hora: é possível sentir-se incomodado por algo e, mesmo assim, respeitar. Nem sequer debater educadamente sobre um assunto significa que se respeite o assunto ou a pessoa com quem se debate. E, tal como é possível respeitar sem concordar, também é possível obedecer e ser submisso sem, no fundo, respeitar.

Por isso é que o atingir do estado de respeito é trabalhoso e difícil, e é por isso que respeitar e ser respeitado é  uma raridade hoje em dia. Nos dias de hoje, o respeito é visto, concebido, e definido da maneira errada.
A parte mais custosa de respeitar não é aquele momento em que o respeito é necessário; é, sim, o chegar ao patamar em que se é, continuamente e por natureza, uma pessoa de respeito.
E essa caminhada, que foi iniciada aquando do nosso primeiro conceito sabido na vida, e que nunca deixaremos de caminhar até ao nosso último pensamento, essa caminhada, e essa entrega à condição de respeito, tudo isso é que é o verdadeiro respeitar e fazer-se ser respeitado.

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Uma pessoa desesperada é uma pessoa que não encontra saídas. Ou pode-se também dizer que é uma pessoa que não encontra entradas. Mas normalmente o desespero é um lugar fechado, claustrofóbico, afliginte, do qual é difícil sair.
No entanto, este pode ser um espaço no qual, afinal, nos encontramos, e queremos então ir para outro lado; e muitas vezes só se chega a um lugar melhor através do desespero.
Bom, através de ou durante o desespero, dependendo muito da pessoa e das circunstâncias, pode chegar-se a "áreas de recorrência", tais como como
a descoberta de Deus e salvação espiritual, ou a recorrência a bruxaria, superstição e outras coisas provenientes do Diabo, a busca de religiões e congregações que confortam mais o coração do que propriamente instruem no caminho do Evangelho, a recorrência a drogas e/ou outras substâncias que prometem afastar a depressão mas a longo prazo só trazem mais, a chegada ao ponto da auto-mutilação ou até mesmo à mutilação aos outros, e, em alguns casos, ao suicídio.

Porém, antes de chegar ao ponto do desespero, a pessoa provavelmente passará por uma fase de depressão. Onde algo correu/corria mal e, tendo em conta a sua fraca ou inexistente fé, a pessoa não aguentou a pressão, e começou a desfalecer. Não via por onde ir, tomou a posição da auto-piedade e revolta contra o mundo, com pensamentos do género de "ninguém me ama, eu sou mesmo assim", "mais cedo ou mais tarde isto ia acontecer, porque eu nasci mesmo assim, estragado", "o mundo virou-se todo contra mim, mas também não preciso mais da ajuda deles porque eu nem tenho cura", "mais valia eu não estar aqui, ninguém precisa de mim".
Para sair desta fase, há várias portas que convidam, como por exemplo as ditas áreas de recorrência. Umas enganosamente, mas há uma, que referi como primeira, que é totalmente pura e que nos convida a entrar seja na depressão, no desespero, na falta, ou até mesmo na alegria e na abundância. Deus chama-nos para pertencermos à Família dele em todas e quaisquer circunstâncias.
Ele oferece a vida eterna. Devemos, sim, fazer "boas acções", mas a graça de Deus não vem daí. A graça de Deus vem no momento em que nos entregamos totalmente a Ele, fazemos uma oração a dar-lhe a nossa vida, falamos que queremos, para sempre, pertencer a Ele, e que desejamos passar a vida eterna com Ele, o nosso Deus. As boas acções são o resultado da salvação, e deixam de vir como uma obrigação, para passarem a ser um desejo. A Graça de Deus fez-se o que hoje é, sobre nós, a partir do momento em que Jesus se deixou ir à cruz, para morrer pelos nossos pecados; e Ele mesmo passa a viver em nós a partir do momento em que reconhecemos que, o que Jesus fez, deveríamos ter feito nós mesmos, e que isso foi a derradeira prova de amor de Deus por nós; quando reconhecemos que esta é a nossa maior bênção.

Ao apontar que, para receber a graça de Deus, "ainda é preciso fazer «isto» e «aquilo»", estamos a afirmar indirectamente que o trabalho de Deus estava incompleto. Jesus veio a este cruel mundo para morrer pelos nossos pecados, morrer em nosso lugar, na cruz onde deveríamos estar nós, para nos trazer a graça do Pai, e para glorificá-Lo. O que tínhamos a fazer, morrer, já foi feito por nós. E essa morte que o pecado nos impõe já foi vencida, porque Jesus, que se entregou à Cruz, ressuscitou! Aceitá-lo e entregar a Deus a nossa vida é apenas o que nos resta para sermos livres dessa mesma morte. Algo assim parece impossível; salvar uma alma da morte e da perdição. Mas essa é a Boa Nova; Jesus é O caminho, o Único ("Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6)).

Assim, todos necessitamos de Deus, e, embora não mereçamos a Sua graça, ela é-nos dada de graça, é grátis.
Uma pessoa desesperada já chegou ao extremo. Busquem Deus, quer sejam desesperados ou aflitos, tristes ou amargurados, ou até mesmo se se acharem satisfeitos; busquem-No, quer estejam sozinhos ou rodeados de companhia, pedintes ou milionários. Porque, devo dizer, seja qual for a sua condição, até mesmo o maior possuidor de bens e amizades; ninguém é feliz se estiver morto espiritualmente, ou seja, se não tiver a garantia da vida eterna com Deus.
Essa vida eterna é-nos oferecida por Ele, e nada mais simples e maravilhoso do que aceitá-lo e reconhecê-lo como nosso Senhor e Salvador, e entregar toda a nossa vida a ele.

Quem está desesperado não consegue encontrar uma saída, mas apenas Deus pode eliminar toda a dor, e, melhor ainda, dar uma razão para qualquer dor que este mundo nos faça sentir, e acompanhar-nos até ao fim, e eternamente. "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:28). A Palavra de Deus já é acessível a quem quiser lê-la, e o nosso trabalho é torná-la mais acessível ainda. Se quer ser chamado por Deus, basta procurá-lo! Ele ama-nos a todos e espera-nos de braços abertos.

A necessidade de ser de Deus está tanto no desespero como na abundância e em outra situação qualquer. A abundância que temos agora é só para esta vida, todo o nosso esforço vale a pena mas um dia findará. "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás." (Gênesis 3:19). E o desespero que sentimos agora também não haverá mais na eternidade com Deus.
A nossa vida é tão curta, porquê estragá-la? O que são 70 anos quando inseridos na eternidade? Ou até mesmo 100! Porquê passar todos os nossos dias a fazer coisas erradas e a aproveitar até as piores oportunidades, só porque poderemos não estar aqui amanhã?
Se a nossa vida é tão curta, há que tratá-la como o tesouro que ela é. Somos tão frágeis e efémeros... A nossa vida é tão preciosa que só merece tudo o que há de melhor e mais correcto; nada que a possa estragar é bem-vindo. Se só temos esta oportunidade de viver, há que vivê-la da maneira certa. Há que aproveitar a melhor das oportunidades que alguma vez teremos, há que aproveitar a única coisa que nos é garantida para depois da morte: a Graça de Deus e a Vida Eterna com Ele.
Como já disse, uma vez que reconhecemos a Autoridade e Majestade de Deus e o aceitamos verdadeiramente como nosso Senhor e Salvador, toda e qualquer coisa que Ele nos mandar fazer deixa de ser uma obrigação, e passa a ser um desejo, uma vontade, uma honra.
É então que percebemos que os planos de Deus para a nossa vida são completamente correspondentes à Sua natureza; são planos de amor, Vida, abundância, e Deus cumpre as suas promessas.
Deus não exige que sejamos pobrezinhos e sofredores e desesperados; Ele veio ao mundo para que possamos todos desfrutar da Vida e da verdadeira Felicidade, que só Ele nos pode dar.
"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." (João 10:10).

Embora seja difícil, há que esquecer o desespero, e esquecer a abundância, e há que nos lembrarmos do amor de Deus por nós, do seu sacrifício no Calvário e da sua vitória sobre o Mal.
Deus é o começo de Tudo o que é Bom. "Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro." (Apocalipse 22:13).
Ele garante-se-nos. Ele garante-nos a sua Graça; até para depois desta vida.
O que temos a fazer é entregarmo-nos a Ele; é o mínimo que podemos fazer, pois ele merece tanto mais. Estávamos cativos pelo pecado, condenados à morte, mas Ele morreu por nós, e fê-lo de graça, pela sua Graça. E diz-nos: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." (II Coríntios 12:9). Não importa que fraquezas temos, Deus ainda opera milagres que são perfeitamente visíveis; até no maior desespero.

Deus exige de nós apenas aquilo que Lhe devemos; a nossa Vida. Quando entendemos que o plano de Deus para a nossa vida é perfeito, passa a ser a nossa vontade entregar-Lhe tudo o que temos e somos, pois Deus é como o oleiro e nós somos o vaso nas suas mãos. Quando a criação do oleiro começa a desviar-se da orientação das suas mãos, o próprio oleiro é o único capaz de quebrar o vaso e fazê-lo de novo, fazê-lo uma nova e melhor criação.
Assim também acontece com a nossa vida nas mãos de Deus. A diferença é que nós temos a opção da escolha e, para que Deus possa operar a restauração da nossa Vida, temos que querê-lo, e confiar completamente a nossa Vida nas mãos de Deus, o nosso oleiro.
"Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. (...) Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor." (Jeremias 18:4,6).
Esquecer o desespero, esquecer a abundância; entregar tudo nas mãos de Deus, pois só Ele é capaz de salvar uma obra aparentemente perdida e fazer de nós Novas Criaturas.

A verdadeira felicidade não é, então, sair do desespero, e sim buscar a Deus, pedir o seu perdão, e entrar na sua Graça, pois é então que vem a verdadeira abundância.
"...eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância." (João 10:10b)
"Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6:33).
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Por muito que não gostemos de fazer exercício físico, há sempre um desporto, ou uma modalidade de ginástica que nos chama mais à atenção...

Eu sempre gostei muito de desporto. Mas algo que me fascina é ginástica acrobática.
Nesse tipo de ginástica, para além de um tempo bem passado, e muita diversão, há muito material que se lhe retire.


Quando praticamos ginástica acrobática, há muitos pormenores necessários.

Quando trabalhamos em pares...

É necessário:
_Ter as condições físicas necessárias.
_Que o parceiro também seja fisicamente habilitado.
_Conhecer o parceiro, saber se ele é física e psicologicamente capaz de executar o exercício.
_Ter comunhão com o parceiro, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de execução do exercício e conhecer bem a figura (prestes) a ser feita.
_Conhecer o tipo de ginástica.
_Fazer a força com as partes correctas do corpo, na altura correcta.
_Relaxar com as partes correctas do corpo, na altura certa.
_Saber trabalhar em pares.
_Ter confiança no parceiro.
_Dar confiança ao parceiro.
_Ter confiança na pessoa que criou o exercício, e na pessoa que nos está a ensinar a fazê-lo.
_Trabalho e esforço máximo de ambas as partes.

Quando trabalhamos em grupo...

É necessário:

_Ter as condições físicas necessárias.
_Que os restantes membros do grupo também sejam fisicamente habilitados.
_Conhecer o grupo, saber se cada membro é física e psicologicamente capaz de executar o exercício.
_Ter comunhão com os restantes membros do grupo, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de execução do exercício e conhecer bem a figura (prestes) a ser feita.
_Conhecer o tipo de ginástica.
_Fazer a força com as partes correctas do corpo, na altura correcta.
_Relaxar com as partes correctas do corpo, na altura certa.
_Saber trabalhar em grupo.
_Ter confiança no resto do grupo.
_Dar confiança ao resto do grupo.
_Ter confiança na pessoa que criou o exercício, e na pessoa que nos está a ensinar a fazê-lo.
_Trabalho e esforço máximo de todas as partes.


Não é difícil perceber que os conceitos de ginástica acrobática são basicamente iguais, tanto para o trabalho em pares como para o trabalho em grupo.
E é fácil perceber que é muito triste praticar ginástica acrobática sozinho... É muito difícil, praticamente impossível. Bom, na verdade, não se pratica ginástica acrobática sozinho. Alguém que tente fazer isso e até consiga mais ou menos (nunca será mesmo ginástica acrobática) pode ter sucesso a nível social, mas não tem a mesma graça, seria uma espécie de "vandalização" (um pouco exageradamente) à ginástica acrobática original.

A ideia geral da ginástica acrobática apela muito ao trabalho em pares e em grupo. Tem muito contacto com a ideia de confiança mútua. E com a ideia do conhecimento da técnica e a boa prática logo à primeira vez.


Gente, também é com raciocínio que se chega à conclusão de que, na ginástica acrobática, trabalhar em pares é como ter um relacionamento na vida, e trabalhar em grupo é como fazer parte de uma igreja, de uma família. As exigências são basicamente as mesmas (com alguma alteração lógica no vocabulário), e há o mesmo caso excepcional: a tentativa de trabalhar a solo.
Compreendo que alguns sintam mais necessidade disso do que outros mas, pessoal, acho que todos nós fomos feitos para acabar com um e um só parceiro de vida.

Quando Deus criou a humanidade, porque criou ele um homem e uma mulher? Porque não dois homens com uns filhos, ou duas mulheres com uns filhos? Ou porque não criou logo um monte de gente, para que, os que quisessem casavam e procriavam, e os que quisessem ficavam solteiros?

Deus queria dar-nos um bom exemplo. Um exemplo principal e primário, que servisse para toda a humanidade sucessora.
Penso que, no início de tudo, ao criar um homem e uma mulher (Adão e Eva), Deus tinha a intenção de nos mostrar, pelo menos estas coisas:
_"Casal" é, na verdade, a definição de um par; um homem e uma mulher.
_Devemos reproduzir-nos, para que a nossa espécie possa continuar, sempre dentro do ambiente familiar, crendo em Deus.
_Fomos feitos para viver em casal.


Sim, é verdade.

Eclesiastes 4:9-12 diz:

9 - Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
10 - Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
11 - Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
12 - E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

Acho que estes versículos explicam tudo.

Atenção: quando se fala em "cordão de três cordas", quer-se dizer que, nesta relação, ambas as partes são de Deus, e isso significa que Deus está na relação. Não num sentido literal, obviamente, mas sim num sentido espiritual. Deus ajuda as partes a formarem um casal correcto; se as partes confiarem nele, claro.

Passando à parte da igreja...

É, da mesma maneira do que o trabalho em pares é com as relações, a mesma coisa do que o trabalho em grupo.

Para finalizar, e para ficarem com uma ideia melhor do conceito que tenho em mente, vou organizar tudo, com um esquema idêntico ao que fiz no início...

Quando somos parte de um casal...

É necessário:
_Ter as condições psicológicas necessárias.
_Que o parceiro também esteja psicologicamente preparado.
_Conhecer o parceiro, saber se ele é física, mental e psicologicamente capaz de manter uma relação.
_Ter comunhão com o parceiro, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de funcionamento dos relacionamentos e conhecer bem o tipo de relacionamento (prestes) a ser posto em prática.
_Conhecer bem o que é um relacionamento.
_Dizer as coisas com as palavras certas, na altura correcta.
_Concordar, discordar e não dizer nada nas alturas certas.
_Saber trabalhar em par.
_Ter confiança no parceiro.
_Dar confiança ao parceiro.
_Ter confiança naquele que criou o relacionamento, e que nos está a ensinar a pô-lo em prática.
_Trabalho e esforço máximo de ambas as partes.


Quando somos parte de uma igreja...

É necessário:

_Ter as condições psicológicas necessárias.
_Que o resto da igreja também esteja psicologicamente preparada.
_Conhecer a igreja, saber se ela é mental e psicologicamente capaz de manter uma igreja.
_Ter comunhão com a igreja, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de funcionamento das igrejas, e conhecer bem o tipo de igreja (prestes) a ser edificada, ou o tipo de igreja da qual está (prestes) a fazer parte.
_Conhecer bem o que é Igreja.
_Dizer as coisas com as palavras certas, na altura correcta.
_Concordar, discordar e não dizer nada nas alturas certas.
_Saber trabalhar em grupo; em igreja.
_Ter confiança no resto da igreja.
_Dar confiança ao resto da igreja.
_Ter confiança naquele que criou a Igreja, e que nos está a ensinar a ser parte de uma.
_Trabalho e esforço máximo de todas as partes.


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Uma jovem dos Açores.
Sou coleccionadora de memórias, e aqui está a minha constelação.

Deus, família, amigos, palavras, imagens, e sons.
Querer fazer a diferença, e viver num constante processo de tentar perceber como.

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