constelação de memórias

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Todos os que já foram criança (ou seja... todos) se lembram de, a dada altura, tornar-se familiar com o ditado "quem diz é que é". Lembram-se provavelmente de gostar muito dele, ele dava jeito, e quase toda a gente chegou a usá-lo intensivamente. Mais cedo ou mais tarde, algum adulto terá dito "não digas isso, que é feio!". Por um lado tinham razão; é feio. Dizer "quem diz é que é" é o mesmo que insultar a pessoa, chamá-la do que ela nos chamou, mas se quem diz é que é então nós também somos porque acabámos de insultar o outro tanto quanto ele nos insultou a nós, e se ele disser que quem diz é que é, lá o são eles outra vez, e assim sucessivamente. Enfim, um ciclo vicioso infinito de insultos, o que não é nada bom nem construtivo, é inclusive muito mau e destrutivo.

Mas começo a chegar à conclusão que os adultos não queriam que disséssemos que "quem diz é que é" porque, na fundo, quem diz é que é.

Um exemplo de sabedoria infantil que é temida pelos adultos por ser um perfeito retrato psicológico do fenómeno das nossas próprias frustrações e da projecção dos nossos próprios problemas no outro, como manobra de diversão para a sociedade: "olhem para ele, que é tão mau, pior do que eu, até! (enquanto isso, pelo menos não olham para mim)".
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Por muito que não gostemos de fazer exercício físico, há sempre um desporto, ou uma modalidade de ginástica que nos chama mais à atenção...

Eu sempre gostei muito de desporto. Mas algo que me fascina é ginástica acrobática.
Nesse tipo de ginástica, para além de um tempo bem passado, e muita diversão, há muito material que se lhe retire.


Quando praticamos ginástica acrobática, há muitos pormenores necessários.

Quando trabalhamos em pares...

É necessário:
_Ter as condições físicas necessárias.
_Que o parceiro também seja fisicamente habilitado.
_Conhecer o parceiro, saber se ele é física e psicologicamente capaz de executar o exercício.
_Ter comunhão com o parceiro, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de execução do exercício e conhecer bem a figura (prestes) a ser feita.
_Conhecer o tipo de ginástica.
_Fazer a força com as partes correctas do corpo, na altura correcta.
_Relaxar com as partes correctas do corpo, na altura certa.
_Saber trabalhar em pares.
_Ter confiança no parceiro.
_Dar confiança ao parceiro.
_Ter confiança na pessoa que criou o exercício, e na pessoa que nos está a ensinar a fazê-lo.
_Trabalho e esforço máximo de ambas as partes.

Quando trabalhamos em grupo...

É necessário:

_Ter as condições físicas necessárias.
_Que os restantes membros do grupo também sejam fisicamente habilitados.
_Conhecer o grupo, saber se cada membro é física e psicologicamente capaz de executar o exercício.
_Ter comunhão com os restantes membros do grupo, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de execução do exercício e conhecer bem a figura (prestes) a ser feita.
_Conhecer o tipo de ginástica.
_Fazer a força com as partes correctas do corpo, na altura correcta.
_Relaxar com as partes correctas do corpo, na altura certa.
_Saber trabalhar em grupo.
_Ter confiança no resto do grupo.
_Dar confiança ao resto do grupo.
_Ter confiança na pessoa que criou o exercício, e na pessoa que nos está a ensinar a fazê-lo.
_Trabalho e esforço máximo de todas as partes.


Não é difícil perceber que os conceitos de ginástica acrobática são basicamente iguais, tanto para o trabalho em pares como para o trabalho em grupo.
E é fácil perceber que é muito triste praticar ginástica acrobática sozinho... É muito difícil, praticamente impossível. Bom, na verdade, não se pratica ginástica acrobática sozinho. Alguém que tente fazer isso e até consiga mais ou menos (nunca será mesmo ginástica acrobática) pode ter sucesso a nível social, mas não tem a mesma graça, seria uma espécie de "vandalização" (um pouco exageradamente) à ginástica acrobática original.

A ideia geral da ginástica acrobática apela muito ao trabalho em pares e em grupo. Tem muito contacto com a ideia de confiança mútua. E com a ideia do conhecimento da técnica e a boa prática logo à primeira vez.


Gente, também é com raciocínio que se chega à conclusão de que, na ginástica acrobática, trabalhar em pares é como ter um relacionamento na vida, e trabalhar em grupo é como fazer parte de uma igreja, de uma família. As exigências são basicamente as mesmas (com alguma alteração lógica no vocabulário), e há o mesmo caso excepcional: a tentativa de trabalhar a solo.
Compreendo que alguns sintam mais necessidade disso do que outros mas, pessoal, acho que todos nós fomos feitos para acabar com um e um só parceiro de vida.

Quando Deus criou a humanidade, porque criou ele um homem e uma mulher? Porque não dois homens com uns filhos, ou duas mulheres com uns filhos? Ou porque não criou logo um monte de gente, para que, os que quisessem casavam e procriavam, e os que quisessem ficavam solteiros?

Deus queria dar-nos um bom exemplo. Um exemplo principal e primário, que servisse para toda a humanidade sucessora.
Penso que, no início de tudo, ao criar um homem e uma mulher (Adão e Eva), Deus tinha a intenção de nos mostrar, pelo menos estas coisas:
_"Casal" é, na verdade, a definição de um par; um homem e uma mulher.
_Devemos reproduzir-nos, para que a nossa espécie possa continuar, sempre dentro do ambiente familiar, crendo em Deus.
_Fomos feitos para viver em casal.


Sim, é verdade.

Eclesiastes 4:9-12 diz:

9 - Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
10 - Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
11 - Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?
12 - E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa.

Acho que estes versículos explicam tudo.

Atenção: quando se fala em "cordão de três cordas", quer-se dizer que, nesta relação, ambas as partes são de Deus, e isso significa que Deus está na relação. Não num sentido literal, obviamente, mas sim num sentido espiritual. Deus ajuda as partes a formarem um casal correcto; se as partes confiarem nele, claro.

Passando à parte da igreja...

É, da mesma maneira do que o trabalho em pares é com as relações, a mesma coisa do que o trabalho em grupo.

Para finalizar, e para ficarem com uma ideia melhor do conceito que tenho em mente, vou organizar tudo, com um esquema idêntico ao que fiz no início...

Quando somos parte de um casal...

É necessário:
_Ter as condições psicológicas necessárias.
_Que o parceiro também esteja psicologicamente preparado.
_Conhecer o parceiro, saber se ele é física, mental e psicologicamente capaz de manter uma relação.
_Ter comunhão com o parceiro, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de funcionamento dos relacionamentos e conhecer bem o tipo de relacionamento (prestes) a ser posto em prática.
_Conhecer bem o que é um relacionamento.
_Dizer as coisas com as palavras certas, na altura correcta.
_Concordar, discordar e não dizer nada nas alturas certas.
_Saber trabalhar em par.
_Ter confiança no parceiro.
_Dar confiança ao parceiro.
_Ter confiança naquele que criou o relacionamento, e que nos está a ensinar a pô-lo em prática.
_Trabalho e esforço máximo de ambas as partes.


Quando somos parte de uma igreja...

É necessário:

_Ter as condições psicológicas necessárias.
_Que o resto da igreja também esteja psicologicamente preparada.
_Conhecer a igreja, saber se ela é mental e psicologicamente capaz de manter uma igreja.
_Ter comunhão com a igreja, ter experiências de convívio anteriores para gerar um maior sentimento de à vontade.
_Compreender o modo de funcionamento das igrejas, e conhecer bem o tipo de igreja (prestes) a ser edificada, ou o tipo de igreja da qual está (prestes) a fazer parte.
_Conhecer bem o que é Igreja.
_Dizer as coisas com as palavras certas, na altura correcta.
_Concordar, discordar e não dizer nada nas alturas certas.
_Saber trabalhar em grupo; em igreja.
_Ter confiança no resto da igreja.
_Dar confiança ao resto da igreja.
_Ter confiança naquele que criou a Igreja, e que nos está a ensinar a ser parte de uma.
_Trabalho e esforço máximo de todas as partes.


Sintam-se livres para comentar! ;)
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Uma jovem dos Açores.
Sou coleccionadora de memórias, e aqui está a minha constelação.

Deus, família, amigos, palavras, imagens, e sons.
Querer fazer a diferença, e viver num constante processo de tentar perceber como.

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